Interpretação: Invisible
25 de fevereiro de 2014 · Interpretações
Interpretação: Invisible
Postado por Suderland
invisible

“Invisible” ficou disponível para download gratuito durante 24h e cada vez que a canção foi baixada, o Bank Of America doou um dólar para o Fundo Global de combate à AIDS na África. E foi divulgado que mais de 3 milhões de pessoas fizeram o download nesse período. “É o tipo de influência para mudar o jogo que não só vai entregar milhões de dólares, mas também elevar a consciência e manter a pressão pública para por fim a esta pandemia devastadora que já tirou a vida de 35 milhões de pessoas”, disse Bono antes da exibição da canção no Super Bowl.

Os integrantes do U2 tem dito[1][2][4] que eles estão buscando a inspiração para produzir esse novo álbum nas bandas que eles gostavam quando eram jovens (Kraftwerk, The Clash, Joy Division, Ramones, etc.). Portanto, trata-se, sob alguns aspectos, de um retorno ao início de tudo. Ou, como o próprio Bono explicou [2], essa música é uma releitura dos sentimentos existentes nos membros do U2 no início da carreira, por volta de 1979, quando a banda ainda não tinha nenhum álbum de estúdio, quando eles eram “invisíveis” em Londres, a capital do punk rock. É possível que eles estejam voltando à gênese da banda nesse novo álbum para tentarem se reinventar a partir dos sentimentos e inspirações que levaram o U2 a ser uma das mais relevantes banda de pop-rock no cenário mundial.

Antes da interpretação vamos a algumas citações sobre a música.

.:: Citações ::.

O diretor do vídeo clip de Invisible, Mark Romanek, disse sobre a letra ao L.A. Times [1]: “‘Invisible’ é inspirada na viagem do Bono com a banda a Londres quando tentaram conseguir um contrato de gravação cerca de quatro décadas atrás, e as consequências emocionais inerentes a todas as partidas de sua cidade, sua letra (“Eu sou mais do que você sabe”) sugere um homem à beira da reinvenção.” (Mark Romanek)

Numa entrevista à HotPress [2] e no vídeo “The Making Of Invisible” [3] o Bono deu a seguinte declaração sobre “Invisible”: “As primeiras letras foram escritas em um trem a caminho de Londres pela primeira vez”, reflete Bono. “Lembro-me de dormir na estação de Euston, enfadado… saindo do metrô na primavera de 1979, com 18 anos de idade, era um punk rock em Londres.” E o ‘There is no them, there’s only us’ fechando o refrão, era o retorno estremecedor e emocionante que todos esperávamos daqueles caras/plateia/londrinos” (Bono)

Na mesma matéria da HotPress, refletindo sobre a referência do pai em ‘Invisible’, Bono disse: “Isso é uma coisa pesada – eu percebo, como um pai que sou – não querer ter o seu nome de família, entende? Eu sou conhecido como Bono. E agora eu percebo que toda a angústia e a raiva que eu tinha naquela época, na minha juventude, deve ter realmente machucado (meu pai). Eu pensei que a minha família era o problema, mas eu era o problema. Algo típico. ” (Bono)

Ao Hollywood Reporter [4] Bono deu a declaração abaixo que explica o refrão final da letra: “Nós nos consideramos como os caras que saíram da platéia, nesses primeiros shows de punk rock, para o palco. Não havia ‘eles’; era apenas ‘nós’. Nós, na verdade, saímos da platéia e fomos para o palco antes de sabermos realmente tocar.” (Bono)

Numa entrevista feita em 3 de Fevereiro de 2009, pela revista Rolling Stone [7], Bono disse: “Eu estava escrevendo sobre sair de casa apenas com raiva o suficiente para vê-la passar e essa sensação de chegar em Londres, dormindo na estação e saindo para a explosão do punk rock que estava acontecendo”, lembrou Bono. “Realmente havia pessoas selvagens extraordinárias e, por isso, você não se sente profundamente extraordinário. Você se sente invisível e você está gritando para ser visto e você tem a sua banda e esta é toda a sua vida. É aquela sensação de sair da cidade.”

Há outras referências que acrescentei ao longo dessa interpretação e no fim do texto há alguns links. Bem, esse é o “pano de fundo” da canção “Invisible”. Após essas explicações do Bono e do Mark Romanek vamos à interpretação. Divirta-se.

.:: Interpretação de Invisible ::.

It’s like the room just cleared of smoke (É como uma sala que acaba de se livrar da fumaça)
I didn’t even want the heart you broke (Eu nem queria o coração que vocês partiram)
It’s yours to keep (É de vocês, podem ficar)
You just might need one (Vocês podem precisar de um)

Como Bono declarou no vídeo “The Making Of Invisible”, a inspiração da letra de “Invisible” está nas memórias do início da banda, na época que eles iam de metrô para a estação de Euston, em Londres, na primavera de 1979. Nessa época o U2 ainda brigava por seu lugar ao sol, a banda tentava marcar shows e assinar um contrato com uma gravadora. Bono descreve, no making of de Invisible, ele e o Edge como punk rockers em Londres. Ele explica que ao chegar em Londres, no meio daquela multidão de propagandas e pessoas “descoladas” e “cools”, de várias tribos, eles se sentiram “unhip” e “uncool”. Nesse momento Bono chega a declarar no vídeo, numa tradução livre, que “os londrinos não os enxergavam, era como se eles não existissem, eram invisíveis”, o que deve ter partido o coração do Bono e do resto da banda, pois eles tiveram suas expectativas frustradas ao serem ignorados. O sentimento de rejeição do início da caminhada artística da banda está bem visível por toda essa letra.

Esse é o pano de fundo pintado pelo Bono para essa letra, um quadro de recordações onde podemos vislumbrar um início difícil, frustrante, mas com final triunfante. Tendo em mente essas declarações do Bono, creio que o primeiro verso é uma referência ao início do sucesso da banda; quando a “fumaça” que os deixavam invisíveis começou a sumir e eles começaram a ficar conhecidos após o sucesso do álbum Boy, lançado em 1980. É nessa hora que o “jovem Bono” passa a desabafar com quem o desprezou e partiu seu coração (provavelmente os produtores, gravadoras, empresários, músicos, etc., de Londres que desprezaram eles; aliás, é por isso que estou traduzindo o “you” da letra como a terceira pessoa do plural, até porque concorda com o “them” do refrão final) Então Bono alega que não precisa do coração que eles partiram quando o U2 era invisível. Diz que eles podem ficar com o coração partido, pois ‘eles’, que foram tão indiferentes com o U2, poderiam precisar de um coração. Um desabafo de um jovem imaturo – em busca de sua identidade – com quem o desprezou. Desabafo que continua nos versos a seguir.

I finally found my real name (Eu finalmente encontrei meu verdadeiro nome)
I won’t be me when you see me again (Eu não serei eu quando vocês me virem de novo)
Though I won’t be my father’s son (Todavia eu não serei o filho do meu pai)

Nesse verso o Bono está dizendo que finalmente cada membro do U2 adquiriu sua identidade, ele agora era reconhecido por seu nome artístico próprio – Bono -, não pelo nome do pai, como se faz numa típica apresentação formal: “Esse é Paul, filho de Bob Hewson”. Corroborando com essa ideia há uma declaração dada, no longínquo 1980, pelo jovem Bono ao repórter Neil McCormick [9]: “Nós construímos a nós mesmos em torno daquela centelha”. Bono confirma, com essa declaração, que o crescimento do sucesso do U2 colaborou com a criação de uma identidade dele, do Edge, do Larry e do Adam. Os que os deixou mais confiantes em si mesmos.

Então veio a dura constatação de que ele não queria carregar o nome do pai, ele queria ter sua própria identidade. E o jovem Bono, que sofreu rejeição, não está dizendo isso ao pai, mas a todos que rejeitaram o U2 em Londres. Contudo, a fama alcançada pelo U2 possibilitou que o Bono conquistasse a identidade própria que tanto almejava. Ele agora será apresentado apenas como Bono, não mais como o filho de Bob Hewson. Dessa forma, a frase “I won’t be me when you see me again” representa todas essas mudanças exteriores causadas pela fama, pela visibilidade que os holofotes do estrelato proporcionaram. Por isso o Bono não será o mesmo quando as pessoas que desprezaram o U2 o reencontrasse.

Numa entrevista à HotPress [2] para promover o single “Invisible” Bono deu a seguinte explicação sobre essa referência ao pai na letra: “Isso é uma coisa pesada, eu percebo, como um pai que sou – não querer o seu nome de família, entende? Eu sou conhecido como Bono. Eu percebo agora que toda a angústia e raiva que eu tinha naquela época da minha juventude, deve ter realmente machucado (meu pai). Pensei que a minha família era o problema, mas eu era o problema.”

Percba que Bono confessa que somente após tantos anos ele viu que a busca de identidade na sua juventude, que gerou muitas angústias nele, deve ter machucado muito seu pai. Não foi algo intencional, nem consciente, tanto que só agora, após décadas, é que ele percebeu que “deve ter magoado” seu pai. De toda forma, como sabemos através de várias declarações do próprio Bono, a angústia e raiva que o jovem Bono tinha geraram vários atritos entre ele e o pai. E a sua conclusão foi: “Pensei que a minha família era o problema, mas eu era o problema. Algo típico da idade.”

I’m more than you know (Eu sou mais do que vocês conhecem)
I’m more than you see (Eu sou mais do que vocês veem)
I’m more than you let me be (Eu sou mais do que vocês me deixam ser)
I’m more than you know (Eu sou mais do que vocês conhecem)
A body and a soul (Um corpo e uma alma)
You don’t see me but you will (Vocês não me veem mas verão)
I am not invisible (Eu não sou invisível)

É nesse refrão que surge a palavra “Invisible” a qual Bono explicou o seu sentido no “Making Of” de Invisible [3] e numa entrevista ao Hollywood Reporter [4]. No vídeo Bono relata que, no início da carreira, quando eles saíram da Irlanda para ir a Londres procurar uma gravadora para lançarem o primeiro álbum e fazer shows, eles se sentiram “unhip” e “uncool. Segundo Bono, aquelas pessoas de Londres “não nos enxergavam, era como se nós não existíssemos, éramos invisíveis” [3]. À revista Rolling Stone [7] ele disse: “Realmente havia pessoas selvagens extraordinárias e, por isso, você não se sente profundamente extraordinário. Você se sente invisível e você está gritando para ser visto e você tem a sua banda e esta é toda a sua vida.”

Essa foi uma confissão muito forte do Bono. O que seria do Bono, Edge, Larry e Edge sem a banda, que já naquela época era a vida deles? O que seria deles sem a banda que os ajudou a definir a personalidade deles e que diminuiu a insegurança e a carência que eles carregavam no peito? É fácil sentir o quanto deve ter sido doloroso para eles quando foram rejeitados, pois a banda era o bote salva-vida deles, era o principal projeto de vida deles.

Deste modo, esse verso é uma sequência de frases de autoafirmação, típico de jovens que estão entrando na vida adulta, que estão trilhando o caminho do auto-conhecimento, como era o caso dos membros do U2 no início da carreira. Eles buscavam aceitação e reconhecimento do talento deles por parte daquelas pessoas de Londres que os rejeitaram. Entretanto, se por um lado esses versos revelam toda a insegurança que assolava os jovens integrantes do U2, por outro revela a determinação que é característica marcante do U2 ao longo de toda a sua carreira. Revela também a firme convicção, fé, que eles possuíam neles mesmo, na capacidade deles de serem relevantes e ímpares no mundo do rock: “eu sou mais do que vocês conseguem ver, sou mais do que vocês me deixam ser. Hoje eu sou invisível para vocês, mas vocês me verão.”

I don’t dream, not as such (Eu não sonho, não assim)
I don’t even think about you that much (Eu nem mesmo penso em vocês tanto assim)
Unless I start to think at all (A não ser que eu comece a pensar em tudo isso)
All those frozen days and your frozen ways (Todos aqueles dias frios e suas maneiras frias)
They melt away, your face like snow (Elas derretem seus rostos como a neve)

Nesse verso Bono diz que não sonha da maneira que eles (produtores, empresários, etc) imaginam. Talvez ele esteja insinuando que as suas ambições são diferentes da ambição das pessoas que rejeitaram o U2. As ambições deles não eram puramente comerciais, desde o início havia um senso de ética, respeito e justiça social apurado por parte dos membros do U2. Desde o início da carreira Bono, por exemplo, aborda temas sobre mudar o mundo, mudar a maneira das pessoas verem o mundo, conscientizando-as sobre questões sociais (AIDS, fome, extrema miséria, perdão de dívidas, etc).

Aliás, como o Bono sempre disse, essa consciência social que eles tanto defendem é influência direta da fé em Cristo [10] que eles possuem antes mesmo de existir o U2. Portanto, desde o início eles tinham uma preocupação com o próximo sobressalente, o que os fazia bem diferentes no meio musical. E eles tinham ciência disso, basta ver esse trecho de uma carta que Bono escreveu para o pai em meados de 1980: “Você deve estar consciente de que, no momento, três de nós são cristãos comprometidos. O que significa oferecer cada dia a Deus, encontrar-se pela manhã para orar, ler, e deixar que Deus entre nas nossas vidas. Isso nos dá força e alegria, que não depende de bebida ou drogas. Essa força será, eu creio, o diferencial que nos levará para o topo do mundo da música.” [11]

Quanto à frase “todos aqueles dias frios e suas maneiras frias”, eu creio que é uma referência aos famosos dias frios e chuvosos de Londres e às maneiras polidas e indiferentes dos seus cidadãos. Frieza que torna-os pouco atraentes, como se seus rostos fossem disformes como a neve que derrete. maneiras frias que causou muita angustia nos corações deles, porque aquelas pessoas estavam desprezando a principal ferramenta de trabalho deles.

I’m more than you know (Eu sou mais do que vocês conhecem)
I’m more than you see (Eu sou mais do que vocês veem)
I’m more than you let me be (Eu sou mais do que vocês me deixam ser)
I’m more than you know (Eu sou mais do que vocês conhecem)
A body and a soul (Um corpo e uma alma)
You don’t see me but you will (Você não me vê mas verá)
I am not invisible (Eu não sou invisível)
I am here (Eu estou aqui)

Mais uma vez o refrão com frases de autoafirmação, mas esse refrão Bono finalizou com o grito “I am here”, que demonstra a sua angustia de ser reconhecido logo, de ser visto. Certamente porque ele tinha certeza que tinha um valor real, uma verdadeira e forte mensagem que aquelas pessoas não estavam enxergando e, por isso, não davam a ele a chance de demostrar. Como ele iria mostrar o grande potencial do U2 se nenhuma gravadora ou casa de show abrisse espaço para eles? Então vem a frase que mostra a convicção e a fé das pessoas que alcançam êxito na vida: “I’m more than you know”. Havia uma forte convicção no coração do jovem Bono que o fez seguir em frente mesmo muitos tendo desprezado o U2 no início, mesmo muitos tendo tratado-o como se fosse invisível.

Ainda sobre a questão do reconhecimento e aceitação, a frase “A body and a soul” pode ser referência a nova identidade adquirida pelo Bono e pela banda após o sucesso do U2. Agora todos conhecem eles fisica e emocionalmente através de vídeos, de shows, dos clips, das entrevistas e livros onde eles expõem suas almas, dos programas de rádio e televisão, etc. Certamente a fama trouxe superexposição aos quatro U2ers. Eis o paradoxo da fama, os artistas a buscam incansavelmente, como uma forma de autoafirmação, de adquirirem uma identidade única e aceitação, porém, quando a conseguem, é preciso lutar incessantemente para não deixar o ego se diluir nas ilusões que a fama proporciona. E, infelizmente, não são poucos os artistas que se perdem nos caminhos tortuosos da fama.

There is no them (Não existe eles)
There is no them (Não existe eles)
There’s only us (Só existe nós)
There’s only us (Só existe nós)

There is no them (Não existe eles)
There is no them (Não existe eles)
There’s only you (Só há você)
There’s only me (Só há eu)

There is no them (Não há mais ninguém)

Aqui surge o refrão que evoca o espírito “punk” dos primórdios do U2. Recentemente esse refrão foi explicado pelo Bono ao Hollywood Reporter [4] da seguinte forma: “Nós nos consideramos como os caras que saíram da platéia, nesses primeiros shows de punk rock, para o palco. Não havia ‘eles’; era apenas ‘nós’. Nós, na verdade, saímos da platéia e fomos para o palco antes de sabermos realmente tocar.” O curioso é que no longínquo ano de 1979, Bono, na época com 19 anos, deu a seguinte declaração: “Um monte de punks nos rejeitam, e, claro, um monte de hippies também nos rejeitaram porque nós somos novos, por isso temos este público peculiar, esta seção transversal. É por isso que o nome U2 é ambíguo, é algo no meio, como uma corda bamba que estamos trilhando.”[5]

Ainda sobre esse refrão, Bono deu a seguinte declaração ao repórter David Fricke, da revista Rolling Stone[8]: “Trata-se de não ter barreiras, é sobre como não existe platéia. Há somente você e eu – nós – sempre que tocamos. E quão extraordinário isso é, que eu decidi fazer isso sem o nome do meu pai.” E parece que essa frase permeia a mente do Bono há anos, já em 2009 ele citou essa frase numa entrevista: “Acho que uma das coisas que difere nossa banda é o fato de que nós escolhemos inimigos interessantes. Nós não escolhemos os inimigos óbvios – o homem, o governo. Nós não compramos isso. Nosso lema era: não há eles, há apenas nós. Pense nisso. Com as outras bandas era ‘nós’ e ‘eles’. The Clash, [eram] nossos grandes heróis. Então o U2 chegou e não era nenhum deles, só nós.”[6]

Portanto, ainda que esse refrão possa ter ganhado, no seu vídeo clip, um caráter altruístico, creio que a mensagem original da letra veio da ideia de tribo, de irmandade que permeava a mente dos jovens membros do U2 (Larry, Bono, Adam e Edge). Mentalidade, inspirada na filosofia punk, cujo intuito era autopreservação e sustentação do grupo. Um sentimento de irmandade para garantir a sobrevivência de todos do grupo. E até hoje essa é a filosofia da banda. Em algumas entrevistas os próprios membros do U2 relatam que há essa mentalidade, sob a égide de “família U2”, entre eles. Assim, quando o U2 estava lutando pelo lugar deles ao sol, não havia mais ninguém com eles, ninguém que pudesse alavancá-los, que pudesse levar eles a alcançar sucesso, exceto eles mesmo – o nós, sob a perspectiva deles. Exceto o esforço e o trabalho duro da família U2 para fazer boas música e shows. Se o U2 queria relevância, visibilidade e identidade no meio musical, então a família U2 (nós), ninguém mais, precisava se dedicar com muito afinco para alcançar suas metas. Como Bono mesmo disse, “‘não havia ‘eles’; era apenas ‘nós'”. Não adianta transferir a responsabilidade para outros (eles), é preciso tomá-la para nós e fazermos acontecer, com perseverança, dedicação e amor.

.:: Referências ::.

[1] http://www.latimes.com/entertainment/movies/moviesnow/la-et-mn-super-bow…
[2] http://www.hotpress.com/news/10992254.html
[3] Traduções livres das falas do Bono no vídeo “The Making Of Invisible”.
[4] http://www.hollywoodreporter.com/news/u2-interview-oscar-hopes-unfinishe…
[5] “Stories For Boys Record Mirror”, November 10, 1979, por Chris Westwood
[6] “The Observer Music Monthly”, February 2009
[7] http://www.rollingstone.com/music/news/9-biggest-revelations-in-bonos-bb…
[8] http://www.rollingstone.com/music/blogs/alternate-take/u2-open-up-about-…
[9] The Making of a Legend, de Neil McCormick
[10] “Para mim, a fé em Jesus Cristo que não está envolvida com justiça social – que não está envolvida com o pobre – não é nada”. (Bono, revista Rolling Stone, 1988)
[11] Trecho de uma carta que o Bono escreveu para o pai. Livro “At The End of The World”, de Bill Flanagan


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